Eu já não sei escrever!
E estas palavras cortam-me mais do que adagas que se afiam nos meus dedos.
Eu já não sei escrever!
E a consciência desta verdade fatal traz-me de volta todos os medos que me invadem por inteiro e transpiram pela minha pele.
Eu já não sei escrever!
E todo o meu corpo se enfurece em revolta neste desperdício do que fui, se toda eu era [só] escrever.
Eu já não sei escrever!
E, sem mais, deixo de ser.