
Podia esquecer-te
(para sempre
ou pelo menos por agora,
por uns minutos que fossem
deixar-te de fora)
Podia perder-te
(algures num buraco bem fundo
onde não mais te encontrasse,
não mais me encontrasses)
Podia odiar-te
(nem que só um bocadinho,
nem que só por um segundo
para não me odiar a mim)
Podia culpar-te
(e todo o peso seria teu,
não meu,
e expulsaria tudo o que sei que és,
que foste)
Podia apagar-te
(fingir então que tudo foi nada
e que nada fugiu pela janela)
Podia...
E depois de tudo o que eu podia
(depois do nada)
o que é que sobrava?
Imagem: "Memoria" de Remo Bianchedi.
4 comentários:
Tu!
O mais importante de tudo, tu, inteira, íntegra e certa das tuas atitudes.
Olá,
A curiosidade falou mais alto e resolvi vir espreitar o que escreve a melhor amiga da minha amiga nuvem :)
Gostei muito deste e sim, concordo com a "vizinha de cima" :) sobravas tu, que é o mais importante.
beijinhos
(vou passando por cá)
Ó minha podista linda... :)
Lindo o teu poema. Como tu, do direito e do avesso.
Beijinhos
Tu, do alto do teu salto, obrigada pela visita. Tens de seguir a tua amiga nuvem mais vezes que ela leva sempre as pessoas a bom porto.) Obrigada pelo comentário... Não percas essa curiosidade de me visitar, serás sempre bem-vinda.
A quem sempre cá vem, quer faça chuva, quer faça sol, quer caiam canivetes ou sapos, muitos beijinhos e obrigada.
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