quinta-feira, janeiro 31, 2013

Desculpa

Desculpa
(Het spijt me
Olen pahoillani
Tut mir leid
Çok üzgünüm
I'm sorry
Przykro mi
Je suis désolé
Jeg beklager
Tá brón orm
Lo Siento
Žao mi je
Je mi to líto
Mi dispiace
Doumo sumimasen)
mas não vou pedir desculpa.

domingo, janeiro 27, 2013

Exercícios para entrar no novo ano com o pé direito


É muito importante entrar no novo ano com o pé direito. Em anos anteriores, tenho-me desleixado nesta tarefa. Às vezes entro no ano a dançar, sem saber se é o pé direito se é o esquerdo que vai primeiro; às vezes entro no ano a saltar, entrando assim de rompante no ano que mal começa; e às vezes, confesso, entro com o pé esquerdo, sem pensar nas consequências que isso me trará para o resto do ano. Mas desta vez não! Este ano não quero mesmo falhar neste difícil exercício por isso decidi estudar bem a lição e planear três passos infalíveis (todos eles com o pé direito em mente), para entrar no ano novo (vida nova) em grande estilo...

Primeiro, há que não ter problemas de lateralidade... É fundamental saber qual é o pé direito, qual o esquerdo, para sabermos qual o que devemos avançar primeiro na direcção do novo ano. Assim, passei semanas a estudar o meu pé direito e o esquerdo. Posso confirmar que, tanto consigo ver, são iguais, o direito é ligeiramente maior que o esquerdo. Por outro lado, confirmo também que continuo a não achar os pés uma parte bonita da anatomia humana.

Segundo, é preciso relaxar, não podemos estar muito nervosos se não ainda podemos tropeçar, esquecer de pôr um pé à frente do outro, ou corremos mesmo o risco de os pés irem e nós ficarmos para trás. Nesse sentido, passei semanas em exercícios zen, de relaxamento, para estar calma no momento da "grande entrada". Este exercício teve de ser interrompido rapidamente quando me apercebi que as sessões zen eram demasiado calmas e silenciosas para mim, deixando-me por isso com os nervos em franja.

Terceiro, há que não ter medo, o que queremos é convicção! Há muito tempo ensinaram-me: faças o que fizeres, fá-lo com convicção e vai correr tudo bem. Há muito tempo, percebi que isso é mentira... Mas percebi-o com muita convicção!

Tudo pronto... Já sei qual é o meu pé direito; já inspirei bem fundo; transpiro convicção... avante com o pé direito, novo ano aqui vou eu!

...

E o pé direito tropeça-se no ano passado, e o esquerdo neste ano que chegou... os pés ficam para trás e entro no novo ano assim mesmo, como tem de ser, de cabeça... e com muita convicção!

(Eu bem que nunca gostei de pés...)



Imagem: Tirada de http://www.hdwallpapers.in/in_shoes-wallpapers.html.  

segunda-feira, novembro 26, 2012

Um dia vais olhar para trás e, naquele espaço em que espero por ti (em que sempre esperei por ti), não vais encontrar ninguém que te espere.

segunda-feira, junho 04, 2012

O Príncipe Encantado pode ficar para a Cinderela


Não quero um príncipe encantado. Não sei que vos diga, não quero. Parece-me demasiado aborrecido. Não precisa de ser perfeito, de dizer sempre as coisas certas, de vir em meu socorro e de encontrar o meu sapatinho de cristal. É que eu nem sou de sapatos de cristal ou de histórias de princesas. Ainda se falassem de sapatilhas... Não quero os grandes gestos, as flores, as vénias e os chocolates. Bem... os chocolates podem ficar, mas as flores, deixem-nas no jardim. Não tem de dançar valsas comigo e de me rodopiar pelo salão. É que voltas e voltas deixam uma pessoa zonza, e eu quero estar bem lúcida quando olhar para ele. Não precisa de ter um cavalo... mas se tiver, aí não sou intransigente. Aceito-o a ele e ao cavalo. Não quero que me abra as portas: do carro, de casa, seja de onde for. Não quero que me puxe a cadeira para sentar. Eu pratico muito desporto e, talvez por isso, também consigo abrir portas e sentar-me em cadeiras sozinha. Não precisa de ter um castelo ou uma mansão com piscina. Mas se tiver... não o mando embora, dou uns mergulhos na piscina e peço-lhe um mapa do espaço. Pode ser que nos encontremos a meio do caminho (dizem que é onde os amantes se devem encontrar - no caminho um para o outro). Não quero que me conduza. Só às vezes. Podemos partilhar. No carro como na vida, gosto de conduzir.

Não quero um príncipe que pareça bonito no papel das histórias de encantar. Esse, pode ficar para a Cinderela. Quero alguém real, com tudo aquilo a que tenho direito, o bom e o mau. Alguém que goste de mim. Alguém que queira cuidar de mim... Atenção! Eu não preciso que ninguém cuide de mim! Mas não o posso impedir de o querer... Quero aquilo que quero! E não me hei de contentar com absolutamente mais nada. É que esta princesa sabe bem o quer... e não é o príncipe encantado.

quinta-feira, abril 05, 2012

Uma constante da vida


Mesmo quando tudo o resto falha, quando mal tens força para lutar, quando achas que já não há mais nada... Sonha! O mais alto que conseguires, o mais longe que quiseres, vai... E então, mesmo que tudo falhe, que nada aconteça ou que já não valha a pena, o sonho, esse que já tiveste, esse que vive em ti, é teu, só teu, ninguém to pode tirar... Quando tudo o resto falha, podes sempre, deves sempre, sonhar...


Imagem: "Rainbow drops" de Pixel Passion em http://www.flickr.com/photos/14151113@N08/5585797084/.

quarta-feira, abril 04, 2012

Conta-me uma história! Pode ser uma qualquer. Não precisa de ter príncipes ou princesas, duendes ou dragões. Não precisa de ser num mundo distante ou num tempo que não existe. Não precisa de ser com um enredo difícil, com surpresas pelo caminho. Não precisa de ter lobos maus ou fadas boas, ou qualquer ente mágico ou fora do normal. Não precisa de ser grande ou de ser muito original. Não precisas de inventar nada de novo, não te quero causar transtorno, podes repetir uma história como a ouviste, tal e qual. Não te estou a pedir muito, a sério que não, acredita em mim. Pode ser só uma frase, uma quadra, uma curiosidade. Pode ser uma notícia do jornal, um filme que viste ou uma ideia tua, podes usar a tua imaginação. Sinceramente, pouco me interessa a história, nem sequer quero saber o final. Quero apenas que te deites ao meu lado e que me contes uma história só a mim, só porque sim, só porque eu te pedi. Estás pronto? Podes começar. "Era uma vez..."

segunda-feira, março 05, 2012

Porquê?


Porque a minha pele é tão branca que se conseguem ver as minhas veias.
Porque os meus olhos são azuis.
Porque sou baixa.
Porque o meu cabelo é castanho.
Porque falo alto quando quero marcar uma posição.
Porque gosto de ter razão.
Porque é difícil fazer-me rir.
Porque falo pouco.
Porque tenho mau feitio.
Porque não gosto de telefones.
Porque tento ser destemida.
Porque posso ser intempestiva.
Porque às vezes só quero estar sozinha.
Porque outra vezes só quero atenção.
Porque consigo ficar muito tempo calada.
Porque penso demais sobre tudo.
Porque o que quero fazer é escrever.
Porque o que quero ser é feliz.

Porque tudo o que sou não é o que tu me pedes.
Porque não posso ser mais do aquilo que sou.


Imagem: "Envy" da série "In the Evidence of Its Brilliance" de Rui Ribeiro em http://www.cofseeing.com/index.php?/illustration/in-the-evidence-of-its-brilliance/